Vacinar durante a gravidez é um dos atos mais eficazes de proteção que uma gestante pode oferecer ao seu bebê. Isso porque o recém-nascido nasce sem um sistema imunológico maduro e depende dos anticorpos transferidos pela mãe — via placenta e, depois, pelo leite materno — para se defender de infecções nos primeiros meses de vida. Entender quais vacinas são recomendadas, quais são contraindicadas e o melhor momento para cada uma é parte fundamental do pré-natal.
📋 Vacinas na Gravidez — Dados Essenciais
- Imunidade passiva: anticorpos maternos IgG cruzam a placenta e protegem o bebê nos primeiros meses de vida
- Gratuitas no SUS: dTpa, influenza, COVID-19, hepatite B e a vacina contra o VSR integram o Calendário Nacional de Vacinação da gestante — são recomendações do programa, não uma obrigação legal
- Contraindicadas: as vacinas vivas atenuadas — tríplice viral e varicela. A febre amarela é evitada, mas pode ser indicada quando o risco de exposição real supera o risco da vacina
- dTpa: reduz o risco de coqueluche grave no lactente pequeno, justamente na fase em que ele ainda não completou a própria vacinação
Por que vacinar na gravidez?
A gestação produz adaptações importantes nos sistemas imunológico, cardiovascular e respiratório. Não se trata de uma "imunidade baixa", como se costuma dizer, e sim de uma modulação: o conjunto dessas mudanças faz com que algumas infecções — sobretudo influenza e COVID-19 — tenham maior chance de evoluir de forma grave na gravidez. Mas há um benefício ainda maior na vacinação: a proteção transferida ao bebê.
Os anticorpos do tipo IgG da mãe atravessam ativamente a placenta ao longo de toda a gestação, com transferência progressivamente maior nas fases mais avançadas — por isso o intervalo entre a vacina e o parto importa. O bebê nasce com uma reserva de imunidade emprestada que o protege enquanto seu próprio sistema imune amadurece e enquanto ele completa o calendário vacinal básico, iniciado apenas após o nascimento.
Essa é a base da chamada estratégia "casulo" — não apenas a mãe, mas todos que terão contato próximo com o recém-nascido (pai, avós, cuidadores) devem estar com a vacinação em dia, criando um círculo de proteção ao redor de quem ainda não pode se vacinar. Vale a precisão: isso significa manter a proteção contra coqueluche atualizada, e não que todo familiar precise de uma dose nova de dTpa a cada bebê que nasce na família — a necessidade depende do histórico e do intervalo desde a última dose.
Calendário vacinal recomendado na gestação
Vacinas Recomendadas na Gravidez
| Vacina | Quando tomar | Por quê | Segurança |
|---|---|---|---|
| Influenza (gripe) | 1 dose por temporada, em qualquer trimestre | Gestante tem risco aumentado de complicações graves | Segura — repetir a cada ano |
| COVID-19 | 1 dose em cada gestação, em qualquer trimestre | Proteção contra forma grave da doença | Segura — recomendada pelo MS e pela FEBRASGO |
| dTpa (difteria + tétano + coqueluche acelular) | A partir de 20 semanas, em cada gestação | Protege o bebê contra a coqueluche nos primeiros meses | Segura — recomendada em TODA gestação |
| VSR (Abrysvo) | A partir de 28 semanas, em cada gestação | Protege o bebê contra formas graves de doença pelo VSR | Segura — no Calendário Nacional desde 2026 |
| dT (difteria + tétano) | Conforme o histórico vacinal | Completar o esquema básico quando ele está incompleto | Segura — não é substituída pela dTpa |
| Hepatite B | Completar o esquema conforme o histórico vacinal | Risco de transmissão vertical (mãe-bebê) da hepatite B | Segura |
| Hepatite A | Quando há indicação por risco | Hepatite A pode ter curso mais grave na gestação | Segura |
Está grávida e com dúvidas sobre quais vacinas tomar?
O calendário vacinal deve ser individualizado conforme a idade gestacional, o histórico vacinal e as condições clínicas. A Dra. Gabriella Dourado, ginecologista e obstetra em São Paulo, orienta cada gestante durante o pré-natal.
Agendar consulta →Vacinas contraindicadas ou evitadas na gravidez
As vacinas vivas atenuadas são contraindicadas na gestação por risco teórico de infecção fetal, ainda que nunca tenha sido comprovada transmissão vertical pelas vacinas aprovadas. Mas a lista não se resume a elas: há vacinas não vivas que também não são recomendadas durante a gravidez, e há uma viva que pode ser indicada em situação de risco. Vale distinguir:
| Vacina | Por que é contraindicada |
|---|---|
| Tríplice viral (MMR) — sarampo, caxumba, rubéola | Contraindicada. Vacina viva atenuada — atualizar antes de engravidar ou no puerpério |
| Varicela (catapora) | Contraindicada. Vacina viva atenuada — atualizar antes de engravidar ou no puerpério |
| BCG | Contraindicada. Vacina bacteriana viva atenuada (bacilo de Calmette-Guérin) — aplicada ao recém-nascido, não à gestante |
| Febre amarela | Geralmente evitada, não proibida em termos absolutos. Vacina viva atenuada — pode ser indicada quando a gestante reside ou precisa se deslocar para área de circulação do vírus e a exposição não pode ser evitada |
| HPV | Não recomendada durante a gestação — embora não seja uma vacina viva. Se a mulher engravidar durante o esquema, as doses restantes são adiadas para depois do parto; uma dose aplicada sem se saber da gravidez não indica nenhuma conduta obstétrica especial |
Mulheres que planejam engravidar devem atualizar as vacinas vivas antes da concepção, aguardando pelo menos 30 dias entre a vacina e a tentativa de engravidar. O esquema de HPV, quando ainda incompleto, também é mais simples de concluir antes da gestação.
dTpa — proteção contra a coqueluche nos primeiros meses
A coqueluche (pertussis) é uma doença respiratória grave causada pela bactéria Bordetella pertussis. Em adultos e crianças maiores, costuma se manifestar como uma tosse prolongada e incômoda. Em bebês com menos de 2 meses de vida, porém, pode ser fatal — levando a pausas respiratórias, convulsões e morte.
O problema é que o bebê só recebe sua primeira dose da vacina contra coqueluche (parte da vacina pentavalente) aos 2 meses de vida. Nesse intervalo entre o nascimento e a primeira dose, o bebê é especialmente vulnerável — e é exatamente esse período que a vacinação materna cobre, fornecendo anticorpos pela placenta.
- A dTpa deve ser aplicada em toda gestação, mesmo que a mulher já tenha sido vacinada anteriormente ou em gestação prévia
- No Brasil, o PNI e a SBIm recomendam uma dose a partir da 20ª semana de cada gestação; muitos serviços preferem a faixa entre 27 e 32 semanas, por maximizar a transferência de anticorpos. Diretrizes internacionais como o ACOG usam a janela de 27 a 36 semanas — se você encontrar essa recomendação em conteúdo estrangeiro, não é contradição, é outro calendário
- Familiares e cuidadores do bebê devem manter a vacinação contra coqueluche atualizada — é a estratégia casulo
- A dT não foi substituída pela dTpa — as duas continuam no calendário e têm funções diferentes. A dTpa é dada em toda gestação, mesmo com o esquema completo; a dT é usada quando ainda falta completar o esquema básico contra difteria e tétano. Uma gestante sem vacinação prévia recebe, no SUS, 2 doses de dT + 1 dose de dTpa, esta a partir da 20ª semana
Influenza na gravidez
Gestantes têm risco significativamente maior de complicações graves por influenza — incluindo pneumonia, internação em UTI e morte — em comparação com mulheres não grávidas da mesma faixa etária. Isso ocorre por mudanças imunológicas, cardiovasculares e pulmonares que a gestação provoca.
A vacina contra influenza usada em gestantes é do tipo inativada (não contém vírus vivo) — portanto, segura em qualquer trimestre. Além de proteger a mãe, os anticorpos produzidos são transferidos ao bebê e o protegem nos primeiros meses de vida, antes que ele possa receber sua própria vacina (disponível a partir dos 6 meses de idade).
- Uma dose a cada temporada. O ideal é receber a vacina do ano assim que ela estiver disponível para gestantes — a sazonalidade da influenza varia bastante entre as regiões do Brasil, e o calendário da Região Norte é diferente do restante do país
- Segura em qualquer trimestre da gestação
- Protege contra internação por complicações respiratórias
COVID-19 na gravidez
A gestação é fator de risco para formas graves da COVID-19 — gestantes têm maior chance de internação em UTI e de complicações. Por isso a vacinação é recomendada pelo Ministério da Saúde e pela FEBRASGO em qualquer trimestre.
- Quantas doses: uma dose em cada gestação, em qualquer momento da gravidez, independentemente de quantas doses você já tomou antes. Para quem já se vacinou, respeita-se um intervalo mínimo de 6 meses desde a última dose
- Qual vacina: a que estiver disponível e recomendada pelo PNI para a sua faixa etária. O calendário brasileiro não estabelece preferência por uma plataforma específica, e os imunizantes em uso mudam de um ano para o outro
- Segurança: dados de milhões de gestantes vacinadas mostram segurança para a mãe e o bebê
- Benefício ao bebê: os anticorpos maternos atravessam a placenta e oferecem proteção nos primeiros meses de vida
Vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR / Abrysvo)
O vírus sincicial respiratório (VSR) é a principal causa de bronquiolite e de internação por doença respiratória em bebês nos primeiros meses de vida. A vacina materna Abrysvo (RSVpreF) é uma das novidades mais importantes da obstetrícia recente: aplicada na gestante, induz anticorpos que atravessam a placenta e protegem o recém-nascido — a mesma lógica da dTpa.
💉 No Brasil, essa vacina está no SUS
A vacina contra o VSR foi incorporada ao Programa Nacional de Imunizações e distribuída a todos os estados. Ela faz parte do Calendário Nacional de Vacinação da gestante de 2026 — é gratuita na rede pública, e não um recurso restrito à rede privada.
- Quando tomar: dose única a partir da 28ª semana de gestação, sem limite superior de idade gestacional e sem restrição de idade materna.
- Em cada gestação: a dose é repetida a cada nova gravidez — a proteção é do bebê daquela gestação, e não da mãe.
- Sem sazonalidade: no Brasil a vacina é aplicada durante todo o ano, independentemente da época.
- O que previne: reduz de forma importante os casos graves de doença pelo VSR e as internações do bebê nos primeiros meses de vida.
E os resultados já aparecem: até maio de 2026 o Brasil ultrapassou 1 milhão de gestantes vacinadas contra o VSR, e o Ministério da Saúde registrou queda expressiva nas internações e nos óbitos por síndrome respiratória aguda grave associada ao VSR em crianças menores de dois anos.
E o nirsevimabe?
O nirsevimabe é outra estratégia de prevenção do VSR: um anticorpo monoclonal aplicado diretamente na criança, e não na gestante. Vale a precisão, porque a confusão é comum: no SUS ele não é oferecido a todo bebê cuja mãe não se vacinou. Desde 2026, a oferta pública é dirigida a prematuros (até 36 semanas e 6 dias) e a crianças menores de 2 anos com condições de maior risco — cardiopatia congênita, displasia broncopulmonar, imunossupressão grave, síndrome de Down, fibrose cística, entre outras previstas no protocolo do Ministério da Saúde. Para a gestante, a via de proteção do bebê é a vacina.
E se eu esqueci de vacinar no momento certo?
Melhor tarde do que nunca — e, no caso da dTpa, não existe um corte rígido na 36ª semana. Se você está com 37 ou 38 semanas e ainda não tomou, procure a sala de vacinação: o calendário brasileiro orienta priorizar a vacinação ainda durante a gravidez. Quanto maior o intervalo entre a vacina e o parto, maior a transferência de anticorpos — mas vacinar tarde é melhor do que não vacinar.
Só se a dose realmente não acontecer na gestação é que ela é aplicada no puerpério, até 45 dias após o parto. A diferença é importante: no puerpério a dTpa protege a mãe e reduz a chance de ela transmitir a coqueluche ao bebê, mas já não há transferência de anticorpos pela placenta. A influenza e a COVID-19 podem ser tomadas em qualquer momento da gestação.
Vacinas para atualizar depois do parto
O puerpério é uma boa oportunidade para colocar em dia o que não pôde ser feito na gravidez:
- Tríplice viral e varicela: indicadas para mulheres suscetíveis e compatíveis com a amamentação
- HPV: esquemas interrompidos pela gestação são retomados depois do parto, conforme a indicação — não é preciso recomeçar
- dTpa: se não foi aplicada na gravidez, até 45 dias após o parto
💬 Da prática clínica
Muitas gestantes têm receio de vacinar na gravidez. Explico que as vacinas indicadas (como a dTpa e a influenza) são seguras e protegem mãe e bebê — inclusive nos primeiros meses de vida, antes de o bebê poder se vacinar. As contraindicadas são poucas e bem definidas. — Dra. Gabriella Dourado
Perguntas Frequentes
A vacina do VSR tem no SUS? Com quantas semanas se toma?
Sim, tem no SUS. A vacina contra o vírus sincicial respiratório foi incorporada ao Programa Nacional de Imunizações e faz parte do Calendário Nacional de Vacinação da gestante de 2026 — é gratuita na rede pública. No Brasil, a recomendação é uma dose a partir da 28ª semana de gestação, sem limite superior de idade gestacional, sem restrição de idade materna e sem depender da época do ano. A dose é repetida em cada nova gravidez, porque a proteção é do bebê daquela gestação.
Li que a vacina do VSR é entre 32 e 36 semanas. Está errado?
Não está errado — só não é o calendário brasileiro. A janela de 32 a 36 semanas é a recomendação dos Estados Unidos, onde a vacina é aplicada de forma sazonal e, em geral, não é repetida nas gestações seguintes. No Brasil, o Ministério da Saúde adotou a partir de 28 semanas, durante todo o ano e em cada gestação. Como boa parte do conteúdo em português é traduzido de fontes americanas, essa divergência aparece com frequência. Siga o calendário brasileiro.
Posso tomar a vacina do VSR junto com a dTpa?
Sim. O Ministério da Saúde confirma que a vacina contra o VSR pode ser administrada no mesmo dia que dTpa, influenza, COVID-19 e hepatite B, aplicadas em locais diferentes do corpo. Não é preciso espaçar as doses nem escolher entre uma e outra. Na prática, isso costuma facilitar bastante, já que a janela da dTpa (a partir de 20 semanas) e a do VSR (a partir de 28 semanas) se sobrepõem no terceiro trimestre.
Estou com 37 semanas e não tomei a dTpa. Ainda dá tempo?
Sim, procure a sala de vacinação. Não existe um corte rígido na 36ª semana: o calendário brasileiro orienta priorizar a vacinação ainda durante a gravidez, e a recomendação é simplesmente a partir da 20ª semana. Quanto maior o intervalo entre a vacina e o parto, maior a quantidade de anticorpos transferidos ao bebê — mas vacinar tarde é melhor do que não vacinar. Só se a dose realmente não acontecer na gestação é que ela é aplicada no puerpério, até 45 dias após o parto; nesse caso ela protege a mãe e reduz o risco de ela transmitir a coqueluche, mas já não há passagem de anticorpos pela placenta.
Preciso repetir a vacina da COVID-19 a cada gravidez?
Sim. No Brasil, a orientação é uma dose de vacina contra COVID-19 em cada gestação, em qualquer momento da gravidez, independentemente de quantas doses você já tenha recebido antes. Para quem já se vacinou, respeita-se um intervalo mínimo de 6 meses desde a última dose. O imunizante usado é o disponibilizado pelo PNI para a sua faixa etária — o calendário brasileiro não estabelece preferência por uma plataforma específica.
Tomei a vacina do HPV sem saber que estava grávida. E agora?
Fique tranquila e avise o obstetra. A vacina do HPV não é uma vacina viva, e uma dose aplicada sem se saber da gravidez não indica nenhuma conduta obstétrica especial — não há motivo para exames adicionais nem para qualquer intervenção por causa disso. O que se faz é adiar as doses restantes: o esquema é retomado depois do parto, de onde parou, sem precisar recomeçar. O mesmo raciocínio vale para a tríplice viral aplicada inadvertidamente: ela é contraindicada na gestação, mas não há relato de dano fetal comprovado.
A vacina da gripe na gravidez pode transmitir a doença para o bebê?
Não. A vacina contra influenza usada na gravidez é inativada — não contém vírus vivo e não pode causar gripe. Ao contrário, ela protege a mãe de formas graves da doença e transfere anticorpos para o bebê, que ficará protegido nos primeiros meses de vida.
Por que a dTpa é tão importante na gravidez?
A coqueluche pode ser grave, e até fatal, em bebês pequenos — antes de eles completarem o esquema vacinal básico, que começa aos 2 meses. Vacinando a gestante, os anticorpos maternos atravessam a placenta e cobrem justamente esse intervalo. No Brasil, a dTpa é recomendada a partir da 20ª semana, em cada gestação, mesmo que a mulher já tenha se vacinado antes ou em uma gravidez anterior.
Posso tomar a vacina da febre amarela durante a gravidez?
Geralmente não, pois é uma vacina de vírus vivo atenuado. A exceção é viagem inevitável a área com surto ativo, após avaliação individual de risco-benefício. Idealmente, mulheres que planejam engravidar devem atualizar a vacina antes da gestação, aguardando pelo menos 30 dias.
A vacina da COVID-19 é segura na gravidez?
Sim. Estudos com milhões de mulheres vacinadas durante a gravidez mostram segurança para a mãe e o bebê, e gestantes não vacinadas têm risco aumentado de forma grave da doença. No Brasil, a orientação é receber uma dose em cada gestação, em qualquer momento da gravidez, independentemente de quantas doses você já tenha tomado — usando o imunizante disponibilizado pelo PNI para a sua faixa etária. Quem já se vacinou respeita um intervalo mínimo de 6 meses desde a última dose.
A tríplice viral (MMR) pode ser tomada depois do parto?
Sim — e é altamente recomendada. Mulheres suscetíveis devem receber a tríplice viral no puerpério, idealmente antes da alta hospitalar, e o mesmo vale para a varicela. Ambas são compatíveis com a amamentação. O puerpério também é o momento de retomar um esquema de HPV que tenha sido interrompido pela gravidez.
Familiares do bebê também precisam se vacinar?
Sim — é a chamada "estratégia casulo". Pai, avós, cuidadores e qualquer pessoa com contato frequente com o recém-nascido devem estar com a vacinação contra coqueluche em dia, criando um círculo protetor em torno de quem ainda não pode se vacinar. Isso não significa, porém, que cada familiar precise de uma dose nova de dTpa toda vez que nasce um bebê: a necessidade depende do histórico vacinal e do tempo desde a última dose com componente contra coqueluche.
Posso tomar mais de uma vacina no mesmo dia na gravidez?
Sim. As vacinas de rotina da gestante podem ser coadministradas no mesmo dia, em locais anatômicos diferentes, sem prejuízo de segurança ou eficácia. O Ministério da Saúde confirma expressamente que a vacina contra o VSR pode ser aplicada junto com dTpa, influenza, COVID-19 e hepatite B. Uma correção de linguagem que vale fazer: nem todas essas vacinas são "inativadas" no sentido estrito — há toxoides, vacinas recombinantes e outras plataformas. O que elas têm em comum é não conter microrganismo vivo capaz de causar a doença que se quer prevenir.
Vacinação completa é proteção para você e seu bebê
Um calendário vacinal bem conduzido é parte fundamental do pré-natal. A Dra. Gabriella Dourado orienta cada gestante individualmente sobre as vacinas indicadas, o melhor momento para cada uma e como garantir a máxima proteção para o recém-nascido.
Agendar consulta com a Dra. Gabriella Dourado →Conteúdo informativo. Este artigo não substitui a consulta médica. Para avaliação individualizada, procure um obstetra de sua confiança.
Referências: Ministério da Saúde — “Calendário Nacional de Vacinação 2026” e calendário técnico da gestante, que estabelecem a dTpa a partir da 20ª semana em cada gestação, uma dose de COVID-19 por gestação e a vacina contra o VSR a partir da 28ª semana em cada gestação; Ministério da Saúde — estratégia de vacinação contra o vírus sincicial respiratório em gestantes e protocolo de uso do nirsevimabe; Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) — “Calendário de vacinação da gestante” 2025/2026; FEBRASGO — recomendações sobre a vacina contra o VSR para gestantes; American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) — “Maternal Immunization”, para as recomendações norte-americanas citadas em comparação; Centers for Disease Control and Prevention (CDC).