O câncer do colo do útero é o quarto tipo de câncer mais frequente em mulheres no mundo e o terceiro mais comum no Brasil — com cerca de 17.000 novos casos por ano segundo o INCA. A boa notícia: é um dos poucos cânceres que podem ser prevenidos e detectados precocemente com exames simples e acessíveis. O rastreamento evoluiu muito nos últimos anos, e hoje contamos com três ferramentas principais: o Papanicolau, o teste de HPV DNA/PCR e a colposcopia.
📋 Em resumo
- Papanicolau: coleta de células do colo uterino para análise citológica; rastreamento de alterações celulares
- Teste de HPV DNA/PCR: detecta a presença do vírus HPV de alto risco diretamente — mais sensível que o Papanicolau isolado
- Colposcopia: exame visual ampliado do colo do útero, indicado quando os testes anteriores são alterados
- Novas diretrizes (2023–2024): o teste de HPV como rastreamento primário está sendo incorporado ao protocolo brasileiro, substituindo gradualmente o Papanicolau isolado
- Prevenção primária: vacina contra HPV — eficácia superior a 90% contra os genótipos causadores da maioria dos cânceres
O que é o Papanicolau?
O exame de Papanicolau (colpocitologia oncótica, ou simplesmente "preventivo") é realizado desde a década de 1940 e foi responsável por reduzir em até 80% a mortalidade por câncer do colo do útero nos países que o implementaram sistematicamente. O exame consiste na coleta de células da junção escamocolunar do colo uterino — o local onde a maioria das lesões precursoras se desenvolve — seguida de análise microscópica por um citopatologista.
O Papanicolau avalia as características das células (citologia), classificando-as de acordo com o sistema Bethesda:
| Categoria Bethesda | Significado | Conduta habitual |
|---|---|---|
| NILM | Negativo — resultado normal | Repetir em 1–3 anos |
| ASC-US | Células escamosas atípicas de significado indeterminado | Teste HPV reflexo; se positivo → colposcopia |
| ASC-H | Atipias — não se pode excluir lesão de alto grau | Colposcopia imediata |
| LSIL | Lesão intraepitelial escamosa de baixo grau | Colposcopia (maioria regride espontaneamente) |
| HSIL | Lesão intraepitelial escamosa de alto grau | Colposcopia imediata + tratamento (CAF/LEEP) |
| AGC | Células glandulares atípicas | Colposcopia + biópsia endocervical |
| Carcinoma | Lesão maligna confirmada | Encaminhamento oncológico urgente |
Quando começar e com que frequência fazer o Papanicolau?
As diretrizes brasileiras (INCA/Ministério da Saúde) e internacionais recomendam:
- Início: aos 25 anos para mulheres que já tiveram relação sexual
- Frequência: anual nos dois primeiros anos; se ambos os resultados forem normais, passar para a cada 3 anos
- Encerramento: após os 64 anos, se a mulher tiver dois exames negativos consecutivos nos últimos 5 anos e nunca tiver tido resultado alterado
- Mulheres imunossuprimidas (HIV positivas, transplantadas, em uso de imunossupressores): iniciar o rastreamento logo após o início da atividade sexual, com frequência anual independentemente da idade
Preventivo em dia é saúde em dia.
A Dra. Gabriella Dourado é ginecologista e obstetra especializada em São Paulo. Agende uma avaliação personalizada.
Agendar consulta →Como se preparar para o Papanicolau?
- Evitar relações sexuais nas 48 horas anteriores
- Não usar duchas vaginais, cremes ou medicamentos intravaginais nas 48 horas antes
- Evitar realizar o exame durante a menstruação (pode dificultar a análise das células)
- O exame pode ser feito em qualquer fase do ciclo, preferencialmente após o 5º dia do ciclo
- Não é necessário jejum
O exame é rápido (menos de 5 minutos), pode causar leve desconforto durante a coleta com a espátula e escovinha, e geralmente não causa dor. O resultado fica disponível em alguns dias a semanas, conforme o laboratório.
O que é o teste de HPV DNA/PCR?
O HPV é um vírus de transmissão sexual responsável por praticamente 100% dos casos de câncer do colo do útero. Existem mais de 200 genótipos de HPV, dos quais cerca de 14 são considerados de alto risco oncogênico — os tipos 16 e 18 sozinhos são responsáveis por aproximadamente 70% dos cânceres do colo uterino.
O teste de HPV DNA (também chamado de captura híbrida, PCR-HPV ou genotipagem do HPV) detecta diretamente o material genético (DNA ou RNA) do vírus na amostra coletada do colo uterino. Diferente do Papanicolau — que avalia o efeito do vírus nas células — o teste de HPV detecta a presença do próprio agente causador.
Vantagens do teste de HPV sobre o Papanicolau isolado
- Maior sensibilidade: detecta lesões de alto grau com sensibilidade de 90–97%, contra 55–80% do Papanicolau
- Valor preditivo negativo muito alto: um resultado negativo para HPV de alto risco garante risco muito baixo de desenvolver câncer nos próximos 5–10 anos
- Permite intervalo maior entre exames: mulheres com HPV negativo podem ter intervalo de rastreamento de 5 anos com segurança
- Genotipagem: os testes mais completos identificam especificamente os genótipos 16 e 18 (maior risco) separadamente dos demais tipos de alto risco
Novas diretrizes: HPV como rastreamento primário
Em 2023, a Sociedade Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia (SPTGIC) e entidades internacionais (ASCCP, OMS) passaram a recomendar o teste de HPV como rastreamento primário para mulheres a partir dos 25–30 anos, em substituição gradual ao Papanicolau isolado.
O protocolo atualizado funciona da seguinte forma:
- HPV negativo: repetir em 5 anos — rastreamento encerrado com segurança por esse período
- HPV 16 ou 18 positivo: encaminhamento direto para colposcopia, independentemente do resultado do Papanicolau
- Outros genótipos de alto risco positivos: realizar Papanicolau reflexo no mesmo momento; se Papanicolau alterado → colposcopia; se normal → repetir HPV em 1 ano
No SUS, a implementação do teste de HPV como rastreamento primário está em fase de expansão. Na rede privada, já é amplamente disponível e recomendado.
HPV DNA positivo significa câncer?
Não. Um teste de HPV positivo é muito comum e, na enorme maioria das vezes, não significa câncer nem lesão — significa apenas que o vírus está presente naquele momento. Estima-se que a maioria das pessoas sexualmente ativas entrará em contato com o HPV em algum momento da vida, e o próprio sistema imune elimina a infecção em 1–2 anos na maioria dos casos.
É importante entender a sequência: ter o vírus ≠ ter lesão ≠ ter câncer. O HPV positivo apenas indica a necessidade de acompanhamento, que varia conforme o genótipo:
- HPV 16 ou 18 positivo: são os tipos de maior risco — indica-se colposcopia para avaliar o colo de perto.
- Outros tipos de alto risco: costuma-se fazer o Papanicolau no mesmo material; se normal, repete-se o HPV em 1 ano para ver se a infecção foi eliminada.
- O que realmente preocupa é a infecção persistente pelo mesmo tipo de alto risco por anos — é ela que, com o tempo, pode levar a lesões. Por isso o acompanhamento é o que protege.
Quanto tempo o HPV demora para causar alterações?
A evolução do HPV até uma lesão importante é, em geral, muito lenta — e é justamente essa lentidão que torna o rastreamento tão eficaz. A linha do tempo aproximada é:
- Infecção inicial: na maioria das pessoas, é eliminada espontaneamente pelo sistema imune em 1 a 2 anos, sem causar qualquer lesão.
- Lesões de baixo grau (NIC 1): quando surgem, também regridem sozinhas na maioria dos casos.
- Lesões de alto grau (NIC 2/3): quando a infecção persiste, podem se desenvolver ao longo de vários anos.
- Câncer invasivo: a progressão de uma lesão de alto grau não tratada até o câncer leva, em média, 10 a 20 anos.
Ou seja: há uma ampla janela de tempo para detectar e tratar as alterações muito antes de virarem câncer — desde que o rastreamento seja feito com regularidade.
O que é a colposcopia?
A colposcopia é um exame realizado pelo ginecologista no consultório, que utiliza um aparelho óptico de magnificação (colposcópio) para examinar de perto o colo do útero, a vagina e a vulva. Não é um exame de rastreamento — é um exame diagnóstico, indicado quando o Papanicolau ou o teste de HPV apresentam resultado alterado.
Como é realizada a colposcopia?
O exame segue as seguintes etapas:
- A paciente se posiciona como no Papanicolau, e um espéculo é introduzido para visualizar o colo
- O médico aplica ácido acético a 3–5% no colo: áreas com lesão ficam brancas (acetobranqueamento), o que direciona a biópsia
- Em seguida, aplica-se o lugol (teste de Schiller): tecido normal cora de marrom escuro; áreas suspeitas permanecem sem corar (iodo-negativas)
- Se áreas suspeitas forem identificadas, realiza-se biópsia dirigida — coleta de fragmentos para análise histopatológica
- O resultado da biópsia define a conduta: observação, tratamento ambulatorial (CAF/LEEP) ou cirurgia
A colposcopia em si é indolor para a maioria das mulheres. A biópsia pode causar um leve desconforto ou cólica rápida no momento da pinçada. Após o procedimento, é comum um pequeno sangramento ou corrimento escuro (por causa do lugol) por alguns dias.
Achados colposcópicos e sua classificação
A colposcopia é classificada de acordo com a Nomenclatura Internacional da IFCPC (2011):
- Achados normais: epitélio escamoso original, epitélio colunar, zona de transformação (tipos 1, 2 ou 3)
- Achados anormais de baixo grau (grau 1): acetobranqueamento tênue, bordas irregulares — geralmente correspondem a NIC 1 (neoplasia intraepitelial grau 1)
- Achados anormais de alto grau (grau 2): acetobranqueamento denso, pontilhado grosseiro, mosaico grosseiro, vasos atípicos — geralmente correspondem a NIC 2 ou NIC 3
- Suspeita de invasão: vasos com padrão caótico, úlceras, necrose
Colposcopia dói?
Para a maioria das mulheres, a colposcopia em si é indolor — é semelhante a um exame ginecológico de rotina, com o espéculo, mas sem coleta dolorosa. O que pode incomodar:
- Ácido acético: ao ser aplicado no colo, pode causar uma leve ardência ou sensação de frio passageira.
- Biópsia (quando necessária): é o único momento que pode doer — costuma ser uma fisgada ou cólica rápida, de poucos segundos, geralmente bem tolerada e sem necessidade de anestesia.
- Depois do exame: é normal um pequeno sangramento ou corrimento escuro (resíduo do lugol) por alguns dias, sem gravidade.
Se você tem baixa tolerância à dor ou muita ansiedade, converse com o médico antes — um analgésico simples pode ser orientado. A colposcopia não exige internação e você retoma as atividades no mesmo dia.
NIC: o que significam os graus de lesão?
A Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC) representa lesões precursoras do câncer do colo do útero, classificadas em graus conforme a extensão do envolvimento epitelial:
- NIC 1 (baixo grau / LSIL): alterações leves no terço inferior do epitélio; relacionada à infecção ativa por HPV. A maioria (60–80%) regride espontaneamente em 1–2 anos sem tratamento. Conduta: seguimento com Papanicolau/HPV em 12 meses
- NIC 2 (alto grau): alterações nos dois terços inferiores do epitélio. Taxa de regressão de 40–50%; risco de progressão para NIC 3 ou câncer. Conduta: tratamento na maioria dos casos (CAF/LEEP), com consideração de seguimento em mulheres jovens que desejam engravidar
- NIC 3 / carcinoma in situ (alto grau / HSIL): alterações em toda a espessura do epitélio, sem invasão. Risco elevado de progressão para câncer invasivo se não tratado. Conduta: tratamento obrigatório (CAF/LEEP ou conização)
Resultado alterado no Papanicolau: o que fazer?
Receber um resultado alterado no Papanicolau causa ansiedade — mas é importante entender que a maioria das alterações não significa câncer. O Papanicolau detecta células em diferentes graus de anormalidade, a maioria das quais regride espontaneamente ou é tratada de forma simples.
Guia rápido: resultados alterados e conduta
| Resultado | O que significa | Conduta usual |
|---|---|---|
| ASCUS | Alteração leve, inespecífica | Repetir em 6–12 meses ou teste HPV |
| ASC-H | Alteração que não pode excluir lesão de alto grau | Colposcopia |
| LSIL / NIC 1 | Lesão de baixo grau — geralmente por HPV | Observação + repetição; maioria regride |
| HSIL / NIC 2–3 | Lesão de alto grau — risco de progressão para câncer | Colposcopia + tratamento (CAF/LEEP) |
| Carcinoma | Câncer detectado | Encaminhamento oncológico urgente |
A mensagem mais importante: resultado alterado no Papanicolau é um sinal para agir — não para entrar em pânico. O exame foi criado exatamente para detectar alterações antes que se tornem câncer, e o sistema de rastreamento funciona muito bem quando seguido corretamente.
ASC-US é grave? O que significa no Papanicolau
Não, ASC-US não é grave. É o resultado alterado mais comum — e o que mais gera dúvida. ASC-US (Células Escamosas Atípicas de Significado Indeterminado) significa que o patologista identificou células escamosas levemente anormais, mas sem características suficientes para classificar como lesão precursora definida. É a alteração mais leve do sistema Bethesda.
- Na maioria dos casos: é causado por HPV de baixo risco, infecção, inflamação ou variação normal — e regride espontaneamente em 60–70% das mulheres em 1–2 anos.
- Conduta habitual: repetição do Papanicolau em 6–12 meses, ou teste de HPV DNA/PCR para estratificação de risco.
- Se HPV de alto risco positivo: indica-se colposcopia para avaliação direta do colo.
Tratamentos das lesões do colo do útero
CAF / LEEP (Cirurgia de Alta Frequência)
É o tratamento padrão para NIC 2 e NIC 3. Utiliza um fio de tungstênio aquecido por corrente elétrica de alta frequência para excisão da zona de transformação. Pode ser realizado no consultório ou ambulatório, sob anestesia local. A peça retirada é enviada para análise histológica para confirmar a remoção completa da lesão.
Conização a frio
Remoção cirúrgica de um cone de tecido do colo uterino, realizada em centro cirúrgico. Indicada quando a lesão é muito extensa, envolve o canal cervical, ou quando se suspeita de microinvasão.
Seguimento pós-tratamento
Após o tratamento de NIC 2 ou NIC 3, a mulher deve ser acompanhada com teste de HPV e colposcopia em 6–12 meses para confirmar a cura. O risco de recorrência existe — especialmente nos primeiros 2 anos — e o seguimento rigoroso é fundamental.
Vacina contra HPV: proteção antes da exposição
A vacinação contra HPV é a prevenção primária mais eficaz disponível. O Brasil utiliza a vacina quadrivalente (Gardasil) no PNI, que protege contra os genótipos 6, 11, 16 e 18 — responsáveis por 70% dos cânceres do colo do útero e 90% das verrugas genitais.
- Meninas e meninos de 9 a 14 anos: 2 doses no SUS (esquema 0 e 6 meses)
- Até 45 anos na rede privada: a vacina nonavalente (Gardasil 9), que protege contra 9 genótipos (6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58), está disponível e reduz em até 90% o risco de câncer do colo do útero
- Pessoas imunossuprimidas: 3 doses, mesmo acima de 15 anos, no SUS
A vacina é mais eficaz quando administrada antes do início da atividade sexual, mas beneficia mulheres sexualmente ativas que ainda não foram expostas a todos os genótipos vacinais.
O câncer do colo do útero é, em grande parte, uma doença evitável. Com rastreamento regular, vacina e seguimento adequado, podemos mudar completamente esse cenário — e salvar vidas.
Perguntas Frequentes
Papanicolau alterado significa que eu tenho câncer?
Não necessariamente. A maioria dos resultados alterados indica lesões precursoras ou infecção por HPV, que na maior parte dos casos regridem sozinhas. O Papanicolau é um exame de rastreamento, e um resultado alterado é um sinal para investigar mais — não um diagnóstico de câncer.
O que significa ASCUS no resultado do Papanicolau?
ASCUS significa "células escamosas atípicas de significado indeterminado" — é uma alteração leve, frequentemente associada a uma infecção passageira por HPV. Na maioria das mulheres, o acompanhamento com um novo exame em alguns meses é suficiente para verificar se a alteração regrediu.
E se o resultado for HSIL? É grave?
HSIL indica uma lesão de alto grau que precisa de atenção. Ela representa uma alteração mais significativa nas células e exige encaminhamento para colposcopia e, possivelmente, tratamento. Com acompanhamento adequado, o risco de evolução para câncer invasivo é muito baixo.
Com que idade devo começar a fazer o preventivo?
O rastreamento começa aos 25 anos para mulheres que já tiveram relação sexual. Nos dois primeiros anos, o exame é feito anualmente; se ambos os resultados forem normais, a frequência passa para uma vez a cada três anos.
Quem tomou a vacina contra HPV ainda precisa fazer o Papanicolau?
Sim, com certeza. A vacina protege contra os principais tipos de HPV causadores de câncer, mas não contra todos os genótipos. Além disso, ela não trata infecções que já existiam antes da vacinação, por isso o rastreamento regular continua sendo indispensável.
Para que serve o teste de HPV DNA? É melhor que o Papanicolau?
O teste de HPV DNA detecta diretamente o vírus nas células do colo do útero e é mais sensível que o Papanicolau isolado. Ele é recomendado como rastreamento primário a partir dos 25–30 anos, pois um resultado negativo garante baixo risco por até 5 anos. Na rede privada já está amplamente disponível.
O que é a colposcopia e dói muito?
A colposcopia é um exame realizado no consultório em que o médico usa um aparelho óptico para examinar o colo do útero de perto. O exame em si é indolor; apenas a biópsia, quando necessária, pode causar um leve desconforto ou cólica rápida. Após o procedimento é normal um pequeno sangramento por alguns dias.
Posso fazer o Papanicolau durante a menstruação?
É preferível evitar o período menstrual, pois o sangue pode dificultar a análise das células. O melhor momento é após o quinto dia do ciclo. Também é recomendado evitar relações sexuais e duchas vaginais nas 48 horas antes do exame.
Está em dia com seu preventivo e teste de HPV?
A Dra. Gabriella Dourado realiza Papanicolau, teste de HPV DNA e colposcopia em São Paulo, com laudo detalhado e acompanhamento individualizado. Cuide da sua saúde com quem entende do assunto.
Agendar consulta com a Dra. Gabriella Dourado →Conteúdo informativo. Este artigo não substitui a consulta médica. Para avaliação individualizada, procure um ginecologista.
Referências: INCA (Instituto Nacional de Câncer), FEBRASGO, SPTGIC, American Society for Colposcopy and Cervical Pathology (ASCCP), Organização Mundial da Saúde (OMS).