Ginecologia

Corrimento Vaginal: tipos, cores e o que cada um significa

📅 Atualizado em maio de 2026 ⏱ Leitura: 13 minutos 👩‍⚕️ Revisado por especialista em ginecologia

O corrimento vaginal é uma das queixas mais comuns nas consultas ginecológicas — e também uma das mais mal interpretadas. Nem todo corrimento é sinal de doença: a vagina saudável produz secreção fisiológica como mecanismo de limpeza e proteção. Mas algumas características — cor, consistência, cheiro, quantidade, sintomas associados — são sinais importantes que merecem atenção e avaliação médica. Conheça também o artigo sobre vulvovaginite para entender as principais causas inflamatórias.

📋 Em resumo

  • Corrimento normal: transparente ou branco-leitoso, sem odor forte, sem coceira — varia com o ciclo menstrual
  • Candidíase: branco, grumoso, "leite coalhado", coceira intensa — fungos (Candida albicans)
  • Vaginose bacteriana: cinzento, fluido, odor de peixe (especialmente após sexo) — desequilíbrio da flora
  • Tricomoníase: amarelo-esverdeado, bolhoso, malcheiroso, coceira — IST por protozoário
  • Clamídia/gonorreia: podem causar corrimento purulento amarelo, cervicite — frequentemente assintomáticas
  • Diagnóstico correto exige exame ginecológico — não trate sem diagnóstico

O corrimento fisiológico: o que é normal

A vagina não é um órgão seco — ela produz secreção continuamente por ação das glândulas cervicais, do epitélio vaginal e das glândulas de Bartholin. Esse fluido tem função essencial:

  • Lubrificação e proteção mecânica
  • Manutenção do pH ácido (3,8–4,5) que inibe o crescimento de patógenos
  • Transporte e nutrição de espermatozoides no período fértil
  • Limpeza natural do trato genital

O corrimento fisiológico tem características bem definidas:

  • Cor: transparente, branco-leitoso ou levemente amarelado quando seco na roupa
  • Consistência: fluida a levemente mucosa; pode ficar mais espessa e elástica no período ovulatório ("clara de ovo")
  • Odor: suave, levemente ácido — sem cheiro forte ou desagradável
  • Quantidade: varia — aumenta na ovulação, em situações de excitação sexual, na gestação e com uso de anticoncepcionais orais
  • Sintomas associados: nenhum — sem coceira, ardência, irritação ou dor

⚠️ Quando investigar

Procure avaliação ginecológica se o corrimento for acompanhado de: coceira ou ardência vaginal, odor forte ou fétido, coloração incomum (amarelo intenso, verde, cinza, marrom), consistência grumosa ou bolhosa, sangramento fora do período menstrual, dor pélvica ou durante relações sexuais, ou aumento súbito de quantidade.

Corrimento que exige consulta urgente

A maioria dos corrimentos é tratada em consulta de rotina. Mas alguns sinais associados indicam quadros potencialmente mais sérios e pedem atendimento rápido — não espere semanas:

🚨 Procure atendimento se o corrimento vier acompanhado de:

  • Febre — pode indicar doença inflamatória pélvica (DIP)
  • Dor pélvica intensa — sinal de infecção ascendente (DIP)
  • Sangramento fora da menstruação ou após a relação sexual
  • Gravidez — qualquer corrimento anormal na gestação deve ser avaliado pelas implicações obstétricas
  • Feridas (úlceras) genitais — podem indicar herpes ou sífilis

A combinação de febre + dor pélvica + corrimento é especialmente importante, pois a DIP não tratada pode comprometer a fertilidade.

A flora vaginal normal: Lactobacillus como guardiã

A microbiota vaginal saudável é dominada pelos Lactobacillus — bactérias que produzem ácido láctico e peróxido de hidrogênio, mantendo o pH vaginal baixo. Esse ambiente ácido inibe o crescimento de bactérias patogênicas e fungos. Qualquer fator que desequilibre essa flora pode desencadear infecções:

  • Uso indiscriminado de antibióticos
  • Duchas vaginais (altamente desaconselhadas — destroem a flora protetora)
  • Mudanças hormonais (puberdade, gestação, menopausa)
  • Múltiplos parceiros sexuais
  • Roupas íntimas sintéticas e muito justas
  • Diabetes mellitus não controlado
  • Imunossupressão (HIV, uso de corticoides)

Corrimento diferente do habitual?

A Dra. Gabriella Dourado é ginecologista e obstetra especializada em São Paulo. Agende uma avaliação personalizada.

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Candidíase vulvovaginal: o fungo que coça

A candidíase é a causa mais comum de corrimento patológico — cerca de 75% das mulheres terão pelo menos um episódio na vida. É causada principalmente pela Candida albicans (90% dos casos), um fungo que normalmente habita a vagina em pequenas quantidades, mas prolifera quando o equilíbrio da flora é rompido.

Características do corrimento

  • Cor: branco
  • Consistência: grumosa, espessa, semelhante a "leite coalhado" ou "queijo cottage"
  • Odor: ausente ou levemente adocicado — sem cheiro forte
  • Quantidade: variável

Sintomas associados

  • Coceira vulvar intensa — frequentemente o sintoma dominante
  • Ardência e queimação, especialmente ao urinar (disúria externa)
  • Eritema (vermelhidão) e edema da vulva e vagina
  • Dispareunia (dor durante relações sexuais)
  • Fissuras na pele vulvar em casos graves

Fatores predisponentes

  • Uso recente de antibióticos (destroem Lactobacillus)
  • Diabetes mellitus (glicose elevada favorece crescimento fúngico)
  • Gestação (alterações hormonais e imunológicas)
  • Imunossupressão (HIV, quimioterapia, corticoides)
  • Uso de anticoncepcionais hormonais de alta dose de estrogênio

Candidíase recorrente

Define-se como 4 ou mais episódios confirmados por ano. Afeta 5–8% das mulheres em idade reprodutiva e exige investigação de fatores predisponentes (diabetes, HIV) e tratamento de manutenção com fluconazol semanal por 6 meses.

Tratamento

  • Episódio não complicado: fluconazol 150 mg oral dose única OU óvulos vaginais de miconazol/clotrimazol por 3–7 dias
  • Episódio grave ou recorrente: fluconazol 150 mg a cada 72h (3 doses) + fluconazol 150 mg/semana por 6 meses
  • Gestantes: apenas tratamento tópico (azóis vaginais) — fluconazol oral é contraindicado na gestação
  • Parceiro: tratamento do parceiro geralmente não é necessário, exceto se sintomático

💡 Dica importante

Não trate candidíase sem diagnóstico confirmado. Muitas mulheres se automedicam com antifúngicos para queixas que, na verdade, são vaginose bacteriana — o tratamento errado não só não resolve como pode piorar o quadro.

Vaginose bacteriana: desequilíbrio da flora

A vaginose bacteriana (VB) é o distúrbio vaginal mais prevalente em mulheres em idade reprodutiva — responsável por até 40–50% dos casos de corrimento patológico. Não é uma infecção no sentido clássico, mas sim um desequilíbrio da microbiota vaginal: os Lactobacillus são substituídos por uma flora polimicrobiana anaeróbia, com destaque para Gardnerella vaginalis, Mobiluncus spp., Mycoplasma hominis e bactérias anaeróbias.

Características do corrimento

  • Cor: cinza, cinza-esbranquiçado
  • Consistência: fluida, homogênea, "cremosa"
  • Odor: característico de peixe — especialmente após relações sexuais (o sêmen alcalino potencializa o odor das aminas produzidas pelas bactérias anaeróbias)
  • Quantidade: moderada a abundante

Sintomas

Cerca de 50% das mulheres com VB são assintomáticas. Quando sintomática: odor de peixe (principal queixa), corrimento cinza, prurido leve (menos intenso que na candidíase), ardência leve. Diferentemente da candidíase, não costuma causar eritema ou edema vulvar intenso.

Critérios de Amsel (diagnóstico clínico — 3 de 4)

  1. Corrimento vaginal homogêneo, branco-acinzentado
  2. pH vaginal >4,5
  3. Teste das aminas positivo (odor de peixe ao adicionar KOH 10% ao corrimento)
  4. Células-alvo ("clue cells") ao exame microscópico — células epiteliais cobertas de bactérias

Riscos associados à vaginose não tratada

  • Maior risco de adquirir ISTs (HIV, gonorreia, clamídia, herpes)
  • Doença inflamatória pélvica (DIP)
  • Na gestação: trabalho de parto prematuro, ruptura prematura de membranas
  • Complicações pós-cirúrgicas (histerectomia, aborto)

Tratamento

  • 1ª linha: metronidazol 500 mg oral 2×/dia por 7 dias OU metronidazol gel vaginal 0,75% por 5 dias
  • Alternativa: clindamicina 300 mg oral 2×/dia por 7 dias OU clindamicina creme vaginal 2% por 7 dias
  • Gestantes: metronidazol oral 250 mg 3×/dia por 7 dias (seguro em qualquer trimestre da gestação)
  • Parceiro: tratamento de rotina não é recomendado (VB não é classicamente uma IST)

Tricomoníase: a IST esquecida

A tricomoníase é a IST não viral mais prevalente no mundo — estimam-se 156 milhões de casos novos por ano (OMS). É causada pelo protozoário flagelado Trichomonas vaginalis, transmitido quase exclusivamente por contato sexual.

Características do corrimento

  • Cor: amarelo-esverdeado (ou amarelo-acinzentado)
  • Consistência: fluida, bolhosa, espumosa (por produção de gás pelos protozoários)
  • Odor: fétido, desagradável
  • Quantidade: abundante

Sintomas

  • Prurido vulvovaginal intenso
  • Ardência e irritação
  • Disúria (ardência ao urinar)
  • Dispareunia
  • Eritema vaginal — colo do útero com aspecto de "morango" (colpite focal com petéquias) em casos clássicos
  • Importante: até 50% das mulheres são assintomáticas

Diagnóstico

  • Microscopia a fresco: visualização dos protozoários móveis flagelados — sensibilidade 60–70%
  • NAAT (PCR): método mais sensível e específico (>95%) — disponível em laboratórios de referência
  • pH vaginal: geralmente >4,5
  • Pode ser identificado incidentalmente no Papanicolaou, mas confirmação molecular é recomendada

Riscos e complicações

  • Aumento do risco de transmissão do HIV (lesão da mucosa vaginal)
  • Na gestação: trabalho de parto prematuro, baixo peso ao nascer
  • No homem: uretrite, prostatite (geralmente assintomático)

Tratamento

  • 1ª linha: metronidazol 2 g oral dose única — tratamento do casal obrigatório
  • Alternativa: metronidazol 500 mg 2×/dia por 7 dias (maior taxa de cura em alguns estudos)
  • Resistência: tinidazol 2 g oral dose única (alternativa para falha ao metronidazol)
  • Gestantes: metronidazol 2 g oral dose única (seguro em qualquer trimestre da gestação)
  • Evitar relação sexual até cura confirmada e tratamento do parceiro

Corrimentos por ISTs: clamídia e gonorreia

As infecções por Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae podem causar corrimento, mas merecem atenção especial por frequentemente serem assintomáticas e causarem complicações graves se não tratadas. Veja o guia completo sobre infecções sexualmente transmissíveis.

Características

  • Corrimento: mucopurulento, amarelado — proveniente do colo do útero (cervicite), não da vagina em si
  • Sangramento pós-coital ou intermenstrual (sinal importante de cervicite)
  • Dor pélvica (quando há extensão endometrial/tubária)
  • Clamídia: 70–80% das mulheres são assintomáticas
  • Gonorreia: 50% das mulheres são assintomáticas

Riscos da infecção não tratada

  • Doença inflamatória pélvica (DIP) → trompas, ovários
  • Infertilidade por fator tubário
  • Gravidez ectópica
  • Dor pélvica crônica
  • Na gestação: conjuntivite e pneumonia neonatal (clamídia)

Diagnóstico e tratamento

  • Diagnóstico: NAAT (PCR) em swab endocervical ou amostra de urina — método de escolha
  • Clamídia: azitromicina 1 g oral dose única OU doxiciclina 100 mg 2×/dia por 7 dias
  • Gonorreia: ceftriaxona 500 mg IM dose única (esquema atual recomendado pelo MS)
  • Tratar parceiro(s) sexual(is)
  • Testar para outras ISTs (HIV, sífilis, hepatites)

Outros tipos de corrimento

Corrimento róseo ou marrom (sangue misturado)

  • Ovulação: leve spotting a meio do ciclo — fisiológico
  • Pólipos cervicais ou endometriais: sangramento pós-coital ou intermenstrual
  • Cervicite: inflamação do colo (IST, trauma)
  • Câncer de colo ou endométrio: sangramento pós-menopausa ou intermenstrual persistente — sempre investigar
  • Gestação: implantação, aborto, placenta prévia — sempre investigar

Corrimento amarelo-esverdeado pós-menopausa

Na menopausa, a deficiência de estrogênio causa atrofia vaginal — a mucosa fica mais fina, seca e vulnerável. Pode haver corrimento purulento por vaginite atrófica, que responde bem ao estrogênio tópico vaginal. No entanto, sempre excluir infecção e malignidade.

Corrimento na gestação

Durante a gestação, o aumento de estrogênio causa leucorreia fisiológica abundante — branca, fluida, sem odor. No entanto, infecções vaginais são mais comuns e têm implicações obstétricas importantes, por isso qualquer alteração deve ser avaliada. Consulte o artigo sobre pré-natal para entender quando os exames de corrimento são solicitados.

🔬 Tabela comparativa dos principais corrimentos

Característica Fisiológico Candidíase Vaginose Tricomoníase
CorTransparente/brancoBrancoCinzaAmarelo-verde
ConsistênciaFluida/mucosaGrumosaFluida/homogêneaBolhosa/espumosa
OdorSuave/ácidoAusentePeixe (aminas)Fétido
CoceiraNãoIntensaLeve ou ausenteModerada
pH vaginal3,8–4,5<4,5>4,5>4,5
TratamentoNenhumAntifúngicoMetronidazolMetronidazol (casal)

Corrimento por cor: o que cada cor pode significar

A cor é a primeira coisa que a maioria das mulheres percebe — mas, sozinha, ela não fecha o diagnóstico. Veja o que cada cor costuma sugerir:

Corrimento branco é candidíase?

Depende da consistência. Branco e grumoso ("leite coalhado"), com coceira intensa, é o padrão da candidíase. Já um branco leitoso e fluido, sem coceira nem odor, costuma ser apenas o corrimento fisiológico normal.

Corrimento amarelo é normal?

Pode ser as duas coisas. Uma secreção clara que amarela ao secar na roupa íntima é normal. Mas amarelo persistente, abundante ou com odor/coceira pode indicar infecção (tricomoníase, vaginose ou cervicite por IST) e merece avaliação.

Corrimento verde é IST?

Corrimento esverdeado quase nunca é normal. O padrão amarelo-esverdeado, bolhoso e fétido é típico da tricomoníase (uma IST). Procure avaliação para confirmar e tratar — idealmente com o parceiro.

Corrimento com cheiro de peixe é vaginose?

Sim, é o sinal mais característico da vaginose bacteriana — um odor de peixe que piora após a relação sexual, geralmente com corrimento acinzentado e fluido.

Corrimento pode ser câncer?

Raramente. Corrimento por si só quase nunca é câncer, mas corrimento com sangue fora da menstruação — sobretudo após a relação ou na menopausa — deve sempre ser investigado para excluir pólipos, cervicite e, mais raramente, câncer de colo do útero.

Diagnóstico: como o médico avalia

O diagnóstico correto do corrimento vaginal requer avaliação clínica completa — não é possível determinar a causa apenas pelo aspecto visual. O ginecologista realiza:

  1. Anamnese detalhada: início, características, sintomas associados, vida sexual, uso de antibióticos, histórico de infecções, gestação
  2. Exame especular (espéculo): avaliação das paredes vaginais e colo do útero — aspecto do corrimento in situ, eritema, lesões, sangramento
  3. Medição do pH vaginal: papel de pH em contato com a parede vaginal — rápido e informativo
  4. Teste das aminas (Whiff test): adição de KOH 10% à amostra — odor de peixe positivo sugere VB ou tricomoníase
  5. Microscopia a fresco: hifas e pseudo-hifas (candidíase), clue cells (VB), tricomonídeos móveis (tricomoníase)
  6. Cultura ou PCR: indicados em casos de recorrência, resistência ou suspeita de ISTs

Prevenção: como manter a saúde vaginal

  • Nunca faça duchas vaginais — destroem a flora protetora e aumentam o risco de infecções e DIP
  • Use roupas íntimas de algodão — permite ventilação e reduz umidade
  • Evite sabonetes perfumados na vagina — use apenas na vulva externa, com pH adequado
  • Use camisinha em todas as relações sexuais com novos parceiros — proteção contra ISTs e VB recorrente
  • Antibióticos apenas quando prescritos — use probióticos vaginais durante e após o tratamento
  • Controle do diabetes — hiperglicemia favorece candidíase recorrente
  • Realize Papanicolaou regularmente — rastreia alterações cervicais e pode identificar infecções

Perguntas Frequentes

Corrimento branco e grumoso com muita coceira — o que pode ser?

Esse conjunto de características é muito sugestivo de candidíase vulvovaginal — a infecção fúngica mais comum em mulheres. O corrimento da candidíase é branco, com consistência de "leite coalhado", geralmente sem odor forte, e a coceira intensa é o sintoma dominante. Mesmo sendo típico, o ideal é confirmar com avaliação médica antes de se automedicar.

Corrimento com cheiro de peixe é sinal de que doença?

É a característica mais típica da vaginose bacteriana, que ocorre quando há desequilíbrio da flora vaginal normal. O odor de peixe piora especialmente após relações sexuais, porque o sêmen alcalino potencializa o cheiro das substâncias produzidas pelas bactérias. O tratamento é feito com metronidazol, oral ou em gel vaginal.

Posso usar creme vaginal sem ir ao médico?

Para um primeiro episódio, o recomendado é ter o diagnóstico confirmado antes de tratar. Candidíase, vaginose bacteriana e tricomoníase têm sintomas parecidos mas tratamentos completamente diferentes — usar antifúngico para uma vaginose, por exemplo, não resolve e pode piorar. Se for um episódio idêntico a uma candidíase já confirmada anteriormente, o tratamento pode ser repetido.

Corrimento amarelo-esverdeado e espumoso pode ser IST?

Sim, esse é o padrão clássico da tricomoníase — uma IST causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis. O corrimento costuma ser abundante, amarelo-esverdeado ou espumoso, com odor fétido e coceira moderada. O tratamento (metronidazol) deve ser feito pelo casal ao mesmo tempo para evitar reinfecção.

Por que minha candidíase fica voltando toda hora?

Candidíase recorrente (4 ou mais episódios por ano) afeta 5 a 8% das mulheres e exige investigação de fatores predisponentes: diabetes não controlado, uso frequente de antibióticos, imunossupressão ou uso de anticoncepcionais de alta dose de estrogênio. O tratamento de manutenção com fluconazol semanal por 6 meses é eficaz para a maioria dos casos.

Ducha vaginal ajuda a tratar ou prevenir corrimento?

Não — na verdade, faz o oposto. A ducha vaginal destrói a flora protetora de Lactobacillus, eleva o pH vaginal e aumenta muito o risco de vaginose bacteriana, DIP e outras infecções. A vagina tem mecanismo próprio de autolimpeza e não precisa de higienização interna. Use apenas água morna ou sabonete de pH neutro na parte externa (vulva).

Corrimento com sangue fora da menstruação é sinal de câncer?

Raramente é câncer, mas sangramento vaginal fora da menstruação — especialmente após relações sexuais ou na menopausa — deve ser sempre investigado. As causas mais comuns são pólipos cervicais ou endometriais, cervicite por IST e alterações hormonais. O ginecologista avaliará com exame especular, Papanicolaou e ultrassom conforme necessário.

Corrimento diferente? Consulte um especialista.

Muitas mulheres se automedicam para corrimento vaginal sem diagnóstico preciso — o tratamento errado não resolve e pode mascarar infecções mais sérias. A Dra. Gabriella Dourado realiza avaliação ginecológica completa em São Paulo, com diagnóstico correto e tratamento personalizado.

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Conteúdo informativo. Este artigo não substitui a consulta médica. Para avaliação individualizada, procure um ginecologista de sua confiança.

Referências: FEBRASGO, Centers for Disease Control and Prevention (CDC), Organização Mundial da Saúde (OMS), Ministério da Saúde do Brasil, American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG).